
Reaproveitamento de Alimentos
O reaproveitamento de alimentos ainda é motivo de preconceito no Brasil. Isso faz com que muita gente, diariamente, desperdice produtos e subprodutos que poderiam servir até para suprir a carência de nutrientes no organismo.
Talos, folhas e cascas são, muitas vezes, mais nutritivos do que a parte dos alimentos que estamos habituados a comer. Utilizar o alimento em sua totalidade significa mais do que a economia. Significa utilizar os recursos disponíveis sem desperdício, reciclar, respeitar a natureza e alimentar-se bem com prazer e dignidade.
Desse modo, torna-se fundamental a realização de projetos de educação nutricional que visem esclarecer a população da importância do aproveitamento integral dos alimentos para a melhoria do bom estado nutricional, bem como mostrar alternativas de utilização desses alimentos.
Alimentação é a base da vida e dela depende o estado de saúde do ser humano.
O desconhecimento dos princípios nutritivos do alimento, bem como o seu não aproveitamento, ocasiona o desperdício de toneladas de recursos alimentares.
O desperdício é um sério problema a ser resolvido na produção e distribuição de alimentos, principalmente nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. O crescimento da população mundial, mesmo que amparado pelos rápidos avanços da tecnologia, nos faz crer que o desperdício de alimentos é uma atitude injustificável. Por isso, não podemos mais desperdiçar.
Antigamente, as pessoas tinham uma relação natural com o ambiente.
A maioria vivia no campo, conhecia as plantas venenosas, criava pequenos animais e plantava verduras, frutas, arroz, feijão, milho e mandioca. O contato com os alimentos permitia o seu melhor aproveitamento e as informações passavam de geração em geração.
COMO EVITAR O DESPERDÍCIO
COMPRAR BEM: preferir legumes, hortaliças e frutas da época.
CONSERVAR BEM: armazenar em locais limpos e em temperaturas adequadas a cada tipo de alimento.
PREPARAR BEM: lavar bem os alimentos, não retirar cascas grossas e preparar apenas a quantidade necessária para a refeição de sua família.
Aproveitar sobras e aparas, desde que mantidas em condições seguras até o preparo:
• Carne assada: croquete, omelete, tortas, recheios etc.;
• Carne moída: croquete, recheio de panqueca e bolo salgado;
• Arroz: bolinho, arroz de forno, risotos;
• Macarrão: salada ou misturado com ovos batidos;
• Hortaliças: farofa, panquecas, sopas, purês;
• Peixes e frango: suflê, risoto, bolo salgado;
• Aparas de carne: molhos, sopas, croquetes e recheios;
• Feijão: tutu, feijão tropeiro, virado e bolinhos;
• Pão: pudim, torradas, farinha de rosca, rabanada;
• Frutas maduras: doces, bolo, sucos, vitaminas, geléia;
• Leite talhado: doce de leite.
Alimentos que podem ser aproveitados integralmente:
• Folhas de: cenoura, beterraba, batata doce, nabo, couve-flor, abóbora, mostarda, hortelã e rabanete;
• Cascas de: batata inglesa, banana, tangerina, laranja, mamão, pepino, maçã, abacaxi, berinjela, beterraba, melão, maracujá, goiaba, manga, abóbora;
• Talos de: couve-flor, brócolis, beterraba;
• Entrecascas de melancia, maracujá;
• Sementes de: abóbora, melão, jaca;
• Nata;
• Pão amanhecido;
• Pés e pescoço de galinha;
• Tutano de boi.
Fontes de informação consultadas – Bibliografia - Referências.
BANCO de alimentos e colheita urbana: aproveitamento integral dos alimentos.
Rio de Janeiro: SESC/DN, 2003. Disponível em:
http://www.mesabrasil.sesc.com.br/Cartilhas/Cartilha%20Receitas-02.pdf . Acesso em: 06 jun.2007.
BANCO municipal de alimentos: reaproveitamento de alimentos. Disponível em:
http://www.santoandre.sp.gov.br/bn_conteudo.asp?cod=3603


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